eu sei que felicidade demais incomoda. Vou correr o risco de ser uma mala, porque ando cantarolando que nem a noviça rebelde pelos cantos. Caimbra de maxilar parece algo surreal, né? Mas até isso eu tive. Por não estar acostumada a um sorriso constante e bobo no rosto. É sério. A musculatura facial se ressente. O maxilar pressiona as maçãs do rosto e dá uma espécie de dor de cabeça. Um pouco incômoda, mas recomendo.
E do auge desta alegria contagiante, posso ver a mim mesma pouco tempo antes. Eu que estava a ponto de mudar de calçada quando via uma flor. E me reconheço aqui e ali. E converso com minhas amigas e tento dar um conselho esperançoso. Tento me lembrar da generosidade e paciência que temos que ter com nós mesmas e com os outros enquanto a gente vai se esbarrando por aí. Essa coisa da nossa geração, arrisco, de ficar jogando com o time reserva.
Se as relações fossem jogos de futebol, eu diria que a gente se acostuma a jogar muito mais com o time reserva. Essa coisa de poupar o melhor de si para quando venha um campeonato mais importante. E o tal campeonato importante nunca acontece, porque ninguém tá com o time titular, ora pois!
Então de repente, sem saber muito bem como explicar, eu estou lá com o meu dreamteam, ressucitando o Garrincha, o Pelé e dando um banho de futebol arte. Com fairplay, sem doping, os 11 daqui e os 11 de lá com tudo em campo. Corpo, alma, emoções, palavras, gestos pequenos e grandes. E, caramba, tudo bem que é arriscado colocar o seu melhor em campo, mas não tem comparação.
E a torcida vibra!!! O maraca vem abaixo!!!
Caramba, o que será que me deu?
