E a coisa aqui não está preta, mas realmente meus ânimos parecem variar com o sentido do vento. Bate pra lá, animada, bate pra cá, desanimada.
Eu sei que à raíz de tudo isso está a minha alta exigência com tudo, com a vida, comigo mesma, com o meu entorno. O tal inconformismo, que me move, mas às vezes também me paraliza.
Nos últimos dias me bateu aquela ressaca da crise dos 30 e… “poxa, quando vou começar a colher os frutos do que plantei ?”
E mais uma vez me questiono se o caminho certo é o que eu fui tomando. Fico na dúvida se este é o momento de insistir ou desistir. Ó, dúvida cruel! Serão estas dificuldades provações ou mensagens de que tenho que mudar o caminho? Nunca sei ao certo. E sei que escrever é um processo muito solitário e eu acho que preciso muito de diálogo, de gente e, pasmem (!) de aprovação.
É difícil assumir isso, mas depois do bode foi a minha conclusão. Não tenho a segurança necessária sobre o meu trabalho para não precisar de aprovação.
Ufa!
Falei e já me sinto mais leve.
E ontem lamentei não ter uma câmera para fotografar meu filho e seu amigo do peito fazendo travessuras na pracinha que culminaram com os dois tomando banho de roupa nas mangueirinhas que molhavam o gramado. Fazia um calor infernal e depois me senti como se eu tivesse feito a travessura, porque chegou a mãe do amiguinho e eu tive que entregar o moleque encharcado dos pés à cabeça. Mas realmente não há nada que provoque mais paz no coração do que ver seu filho lindo, rindo, feliz.
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